Caminho+Sustentável: Compostagem Doméstica.



Vou começar a postar essa hashtag nas nossas redes sociais com dicas para tornar seu dia-a-dia um pouco mais eco-friendly e te ajudar a fazer, aos poucos, uma transição para uma vida mais sustentável. Se você quiser achar outras publicações com as dicas é só procurar pela #caminhomaissustentavel (sem acento) no Instagram e Facebook.


Eu não sei dizer ao certo quando comecei a ter Consciência Ambiental... sei que sempre fui apaixonada pela natureza e quando era pequena sonhava em ser bióloga. Cresci na casa da minha avó cercada de plantas, brincando na terra, correndo descalça e com brincadeiras analógicas. Apesar de ter me distanciado dessa vivência na adolescência, a vida adulta me trouxe de volta para essa realidade de fugir das tecnologias e querer correr para o mato, rs.


Para além do início da Fast eu já procura alternativas mais sustentáveis para meu estilo de vida e com a criação da marca isso só se intensificou. Comecei a observar os pequenos desperdícios diários ou os exageros que poderiam ser cortados. Ser mais sustentável é uma questão de escolha: às vezes envolve gastar um pouco mais de dinheiro, às vezes significa economizar - como é o caso da compostagem.


Entender que a natureza é cíclica e que não existe "jogar fora" pode ser um bom início para repensar nossas ações. A compostagem fecha o clico natural de troca de energia: primeiro você planta um alimento, rega e aduba (alimenta essa planta), colhe, coloca na sua mesa para ser seu alimento, descarta o que não te serve na composteira, esse resíduo vira adubo que vai ser usado para alimentar a planta que vai virar seu alimento e assim por diante. Se você não planta seu alimento, você vai poder adubar suas plantas ornamentais, as dos seus vizinhos e até dos canteiros com a quantidade de adubo que irá produzir!



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Compostar pode gerar benefícios para você, suas plantas e para o meio ambiente, mas não é uma realidade comum no Brasil. Para começar, você precisa saber que, segundo os dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais da metade do lixo presente nos aterros sanitários é composto de restos orgânicos.


Não parece tão ruim, afinal todo esse resíduo vai ser decomposto...certo? Errado! Todo esse material vai direto para o aterro sanitário e acaba se misturando com toxinas presentes em lixos eletrônicos, produtos químicos, metais pesados, toxinas liberadas pelos plástico, entre outros.Toda essa matéria orgânica rica em diversos nutrientes que poderia ser compostada para virar adubo e nutrir o solo de hortas, canteiros e parques acaba misturada com materiais não-orgânicos e toxinas, perdendo todo o seu potencial.




E infelizmente os danos não acabam aí: o material orgânico tem muita água em sua composição e ao ser amontoado nos aterros, esses líquidos se acumulam e escorrem, carregando as toxinas para os solos e lençóis freáticos formando o que chamamos de Chorume — um líquido fétido e escuro que é 200 vezes mais prejudicial para a natureza do que o esgoto doméstico — atraindo e infectando vetores que depois voltarão para as cidades levando doenças. Além disso, a decomposição desse resíduo orgânico dentro dos lixões passa por dois estágios: um aeróbio (que é comum nas compostagens) e outro anaeróbio (que é prejudicial). O gás carbônico e o metano são os principais gases provenientes desse segundo estágio, sendo o CH4, um dos gases mais poluentes da atmosfera e intensificadores do efeito estufa.



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Se todo o resíduo orgânico que é produzido no Brasil fosse tratado com compostagem seria possível evitar emissões de gás metano, produzir cerca de 37,5 toneladas de húmus por ano, reduzir os espaços ocupados em aterros e lixões e também a poluição de solos, lençóis freáticos e da atmosfera. Podemos alcançar esses resultados com o simples fato de compostar o nosso resíduo doméstico, acredita?



Além de proporcionar essas vantagens para o ambiente, adquirir uma composteira pode trazer benefícios pessoais. Um estudo mostrou que o contato com uma bactéria presente no húmus funciona como um antidepressivo, diminuindo alergias, dor e náusea.


Com o simples fato de começar a compostar podemos atingir todos esses objetivos e ainda ganhar, ao final do processo de compostagem, o adubo orgânico sólido (o húmus) e o biofertilizante (um chorume do bem) para utilizar nas plantas da nossa casa, em canteiros, parques e jardins pela cidade ou, quem sabe, dar de presente para alguém especial?




Não vou mentir para você: compostar requer alguma prática e jogo de cintura. Por ser um processo biológico muitos fatores influem para que se tenha sucesso na compostagem, mas depois que você pegar o jeito, não vai conseguir mais parar de compostar! Ver o húmus do final do processo a usa-lo nas próprias plantas é muito gratificante.


Ah, e a compostagem não precisa ser encarada como um processo nojento por causa das sobras de comida, minhocas, fungos e bactérias - todo o processo de compostagem feito pelo homem é, nada mais nada menos do que uma versão menor de como funciona a natureza: matéria (viva ou morta) se transformando para gera mais matéria, energia e vida.


Coloquei de forma gratuita o primeiro capitulo do E-book que estou escrevendo sobre Compostagem Doméstica, onde eu falo da complexa vida existente no solo e a importância da compostagem. Para baixar é só clicar AQUI. Muito em breve eu termino de escrever todo o E-book e atualizo esse post com o link para ajudar você a fazer essa transição para um caminho mais sustentável!






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